Londres, 09 (AE-ANSA) - Michael Portillo, ministro da Defesa nos tempos do governo de John Major e um dos principais candidatos a líder do Partido Conservador britânico, confessou que já teve "relações homossexuais" em sua juventude.
A revelação provocou grande surpresa na Grã-Bretanha, país que aceitou a homossexualidade de alguns políticos trabalhistas, mas que, pelo menos aparentemente, ainda não está preparado para a dos "tories".
Enquanto a administração Blair conta com uma dezena de deputados e dois ministros declaradamente gays - Chris Smith (Bens Culturais) e Nick Brown (Agricultura) -, a oposição segue publicamente prostrada em um tradicional conceito de "respeitabilidade e decoro". O único parlamentar "tory" declaradamente gay, Michael Brown, não foi reeleito quando revelou sua homossexualidade.
Portillo resolveu revelar sua história sexual em uma entrevista concedida ao jornal The Times, em vistas a um possível ingresso na política com uma imagem distinta da de "linha-dura", que possuía quando era pupilo de Margareth Thatcher.
O ex-ministro perdeu sua cadeira no Parlamento nas eleições de 1997, mas poderá entrar na Câmara dos Comuns apresentando-se como candidato no colégio londrino de Kensington e Chelsea, que está vago.
"Se voltar à política, o farei segundo meus termos. A verdade é o melhor", declarou ele ao jornal.
O ex-ministro, de 46 anos, contou que havia tido "relações homossexuais quando estudava na Universidade de Cambridge", mas jurou ter sido sempre fiel à sua mulher, Carolyn Eadie, com quem se casou em 1982.

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