Ex-militares oferecem informações em troca de "garantias"
Santiago, 14 (AE-ANSA) - Um grupo de 25 a 30 militares chilenos da reserva ofereceu dar informações sobre o paradeiro de presos desaparecidos sob a ditadura de Augusto Pinochet em troca de "certas garantias pessoais", confirmaram à imprensa deputados governistas e da oposição.
Segundo o jornal Las Ultimas Noticias, o deputado socialista Nelson Avila, que assegurou que se reuniu "reservadamente" ao menos em quatro ocasiões com os ex-militares, é um dos legisladores que confirmaram a informação.
Os ex-militares também mantiveram reuniões com o deputado socialista Juan Pablo Letelier e Lily Pérez, do opositor Partido Renovação Nacional, que confirmaram o encontro ao jornal.
De acordo com o Las Ultimas Noticias, a iniciativa partiu dos militares da reserva, cujo grupo é denominado "Mesa Dos", em alusão à Mesa de Diálogo formada pelo governo e representantes das Forças Armadas e advogados de direitos humanos.
Avila contou que recebeu "uma enorme quantidade de informação e me deram provas da veracidade dos dados entregues".
O parlamentar confirmou que entre os militares com os quais manteve reuniões secretas se encontram alguns que cumpriram funções de importância durante o governo militar.
Um porta-voz do general Alvaro Corvalán, ex-chefe de Operações da Central Nacional de Informações (CNI), afirmou que em troca de informações, os militares da reserva exigem que se ponha um fim ao desfile de militares diante dos tribunais; que seja preservada sua identidade; e que Pinochet regresse ao Chile e não seja julgado.





