Curitiba- Na véspera do Dia Internacional da Mulher, quando comemora-se a igualdade de direito entre os sexos e o fim da violência, um crime bárbaro chocou Curitiba. Por volta das 14 horas, no centro da cidade, Suzani Pereira da Rocha, 23 anos, e outras duas colegas descansavam ao lado da pastelaria onde trabalhavam, na praça Tiradentes, quando seu ex-marido, Haroldo Moreira da Silva, 56, aproximou-se e desferiu três tiros fatais contra seu rosto.
Uma das colegas que estava ao lado da vítima no momento do crime, Josiane da Silva, 23, contou que o assassino deixou o local andando calmamente entre a multidão que trafegava pela área. Ao virar na Rua Cândido Lopez, Haroldo começou a correr, mas foi seguido por um trabalhador de uma construção próxima até a praça Ozório, quando foi preso por uma patrulha da Guarda Municipal.
Haroldo foi encaminhado ao 1º Distrito onde foi expedido o Boletim de Ocorrência. Hoje ele será encaminhado a alguma distrital onde ficará à disposição da Justiça.
Vanessa Batista, 26, outra colega da vítima, contou que Suzani vinha sofrendo ameaças do ex-marido desde que terminaram o relacionamento, há cerca de três meses. ''Outro dia ela cruzou com ele e na rua e ficou muito assustada, até pegou outro ônibus para despistá-lo''.
Segundo outras trabalhadoras da lanchonete, o autor do homicídio costumava frequentar o local.
Até o início da noite de ontem, os familiares de Suzani não haviam feito o reconhecimento do corpo junto ao Instituto Médico Legal (IML). Uma funcionária do órgão explicou que houve um problema de falta de energia elétrica na região onde o IML está instalado, o que impossibilitou dar sequência aos trabalhos de identificação.

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