Ex-líder cara-pintada toma hospital à força
Buenos Aires, 15 (AE-ANSA) - O líder dos militares rebeldes "caras-pintadas" que colocaram em xeque a democracia argentina em 1987 e 1988, Aldo Rico, controlava hoje (15) à força um hospital do município da província de Buenos Aires onde agora é prefeito.
Rico invadiu na segunda-feira com uma centena de homens o hospital Larcade, de San Martín, um populoso município que faz divisa a oeste com a Capital Federal, para antecipar-se a um protesto de médicos e outros trabalhadores contra uma proposta cobrança dos serviços.
O ex-cara-pintada, do minoritário partido ultranacionalista MODIN mas eleito prefeito pela lista do governista Partido Justicialista (peronista), denunciou uma "máfia de médicos", "vadios e mentirosos" que absorvem -disse- um orçamento de US$ 16 milhões e desviam pacientes para clínicas privadas.
A associação dos médicos acusou Rico de tomar o hospital com "gente armada", como se fosse uma rebelião cara-pintada, para impor uma "privatização" encoberta dos serviços.
Rico acusou os médicos de terem salários de US$ 6.000, mas a diretora do hospital mostrou que ela mesma ganha menos de US$ 1.000, com 25 anos de serviço.
O ministro de Segurança e Justiça da província de Buenos Aires, León Arslanián, cujo governo co-financia o hospital, acusou Rico de agir "com métodos de gângster".





