Ex-GM é condenado pela primeira vez
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quinta-feira, 19 de julho de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Preso há um ano e dois meses pela morte de três pessoas, o ex-guarda municipal Ricardo Leandro Felippe, 39, foi condenado a mais de seis meses de prisão em regime aberto pelos crimes de desobediência, perturbação do sossego e vias de fato cometidos contra Rachel Espinosa, com quem manteve um relacionamento amoroso entre o final de 2014 e maio de 2016. Foi a primeira condenação de Felippe.
Espinosa perdeu o filho de 17 anos e o pai, Valdir Siena, 58, assassinados a tiros por Felippe na casa da família, na zona oeste de Londrina. Outra vítima foi a empresária Ana Regina do Nascimento Ferreira, 34, sócia de outra ex-companheira. Essas acusações serão apreciadas por júri popular, ainda sem data para acontecer.
Na sentença proferida nesta quarta-feira (18), a juíza da 6ª Vara Criminal, Zilda Romero, também determinou que o réu pague um salário mínimo como indenização por danos morais. A decisão em nada altera a prisão preventiva de Felippe. Ele está na unidade 1 da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina).
O advogado Fabrício Almeida Carraro, que defende Felippe, preferiu não comentar a sentença. Já o advogado Marcelo Aparecido Camargo, que representa Rachel Espinosa, cogita a apresentação de recurso para tentar aumentar a pena, mas considerou a sentença como satisfatória. "A juíza o condenou em todos os crimes narrados na denúncia, que servirão de base para o júri", afirmou.
MORTES
Ricardo Leandro Felippe foi demitido da Guarda Municipal em dezembro de 2017. Alvo de processo administrativo interno, ele estava no órgão de segurança desde 2009. Denunciado por triplo homicídio, fugiu para a cidade de Maracaí, no interior de São Paulo, onde foi localizado por investigadores da 10ª Subdivisão Policial (SDP) em um hotel. Em junho do ano passado, dois meses após a série de atentados, uma médica do Complexo Médico Penal de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) atestou que o réu não apresentava sinais de doença mental.
Quase um ano depois, Ricardo Felippe foi submetido a um novo teste de sanidade mental, desta vez no IML (Instituto Médico Legal) de Londrina. O perito responsável pelo exame entendeu que o acusado tinha pleno conhecimento dos atos que cometeu. Em uma das audiências realizadas na 6ª Vara Criminal, ele chegou a dizer que "não se lembrava dos crimes".


