São Paulo, 19 (AE) - O ex-chefe do Setor de Limpeza Florisvaldo dos Santos de Oliveira, de 43 anos, e o ex-coordenador de Setor Apreensões Ricardo Roque Melo, ambos da Administração Regional de São Miguel Paulista, foram indiciados no início da noite de hoje por formação de quadrilha e concussão. A polícia apura a participação dos dois no esquema de cobrança de propinas na regional.
Ao deixar a delegacia, Oliveira, conhecido pelo apelido de Catraca, confirmou que vem sendo ameaçado de morte por Márcio Feliciano de Oliveira, o Márcio Capacete, chefe de gabinete do vereador Armando Mellão (sem partido) e por um homem chamado "Dolírio", mas não entrou em detalhes.
De acordo com Florisvaldo de Oliveira, que já havia deposto em abril, na polícia, o vereador Mellão mantinha o controle da regional. No depoimento de hoje, que não foi divulgado, ele e Melo teriam apontado outras pessoas envolvidas em irregularidades.
Embora o delegado que cuida do inquérito, Wagner Giudice, tenha-se negado-se a comentar o caso para "não comprometer as investigações", o advogado dos funcionários públicos, Jeorge Urbini Júnior, confirmou o indiciamento.
Apreensão - A polícia encontrou, na tarde de hoje, documentos do Serviço Funerário Municipal na casa de um funcionário do departamento de contabilidade. Uma denúncia anônima, feita por telefone ao delegado Itagiba Franco, no fim de semana, motivou uma operação de busca e apreensão, em dois endereços do funcionário público Elias Marcelo da Silva, de 43 anos.
De acordo com as informações recebidas pela polícia, Silva teria retirado a documentação durante a blitz realizada na sexta-feira. Na ocasião foram apreendidos centenas de papéis que podem servir como prova de irregularidades no setor. "Na casa do funcionário, localizamos documentos que vamos analisar nos próximos dias, cinco agendas e duas armas, um revólver calibre 38 e outro 22, sem registro.
Silva foi autuado por guarda de arma sem licença e de procedência indefinida e foi liberado após pagar fiança. Nos próximos dias, ele deve ser ouvido no inquérito que investiga irregularidades no Serviço Funerário de São Paulo para explicar a presença da documentação em sua residência.

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