Curitiba - O empresário Pedro Adimir da Silva, de 44 anos, está sendo procurado pela Polícia Civil pelo homicídio de Ramona Izabel Miranda, de 30 anos, que trabalhava como prostituta numa casa de programas que funcionava irregularmente no centro de Curitiba. Ela foi morta dentro do prédio onde funcionava o prostíbulo.
De acordo com o delegado Stélio Machado, titular da Delegacia de Homicídios, as garotas de programa que estavam no local revelaram a autoria do crime. Na hora em que os policiais civis chegaram para fazer a diligência, a gerente do estabelecimento, Vera Maria da Luz de Souza, 38 anos, pensou que se tratava de clientes e fez com que as meninas desfilassem para eles.
Percebendo a situação, os investigadores deram voz de prisão para Vera. O local não tinha alvará de funcionamento. Ela foi encaminhada e autuada em flagrante por favorecimento à prostituição (artigo 229 do Código Penal) e rufianismo tirar proveito da prostituição alheia para obtenção de lucro (artigo 230). Computadores com material fotográfico pornográfico também foram apreendidos. As fotos das meninas de programa eram divulgadas pela Internet.
Os clientes pagavam R$ 70, no entanto, elas recebiam cerca de R$ 30. ''O restante era embolsado pelo Pedro, que era o dono do lugar e não admitia que as meninas deixassem o estabelecimento'', afirmou Machado. O delegado já pediu a prisão preventiva do empresário, que está foragido.

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