Curitiba- A ex-assistente administrativa da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Jozani Prado Santos, foi solta anteontem depois de passar cinco dias presa por supostamente ser uma das mentoras de um esquema de apropriação indevida de valores públicos na cobrança irregular de honorários advocatícios antes do parcelamento de dívidas com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Jozani foi presa através das investigações do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) e já foi denunciada por crime de peculato (apropriação indevida de valores públicos) pelo Ministério Público (MP) Estadual. Em depoimento, ela afirmou cobrar honorários ilegais a pedido de promotores da Procuradoria Fiscal da PGE.
O advogado dela, Dálio Zippin Filho, disse que a ex-servidora, que tinha cargo em confiança no governo, teria apresentado provas do envolvimento de procuradores. Quatro deles teriam sido citados nominalmente por ela. ''Desde maio, quando o esquema foi descoberto, ela cooperava com as investigações da polícia. Ela contou a existência de um caixa dois dentro da PGE que funcionava com parte dos recursos que eram cobrados com o apoio da procuradoria fiscal. As provas estão nos computadores que estão sendo periciados e nos documentos assinados pelos procuradores citados por ela'', disse Zippin Filho.
O procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse não ter conhecimento do envolvimento de qualquer procurador na cobrança ilegal de honorários.

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