Ex-empregada diz que médico era agressivo
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
Campinas, SP- Uma ex-empregada que trabalhou nove anos na casa do médico homeopata Hudson da Silva Carvalho, de 46 anos, suspeito de ter envenenado a família no fim do mês passado, relatou em depoimento à polícia de Campinas, que o patrão tinha um comportamento agressivo com as duas filhas. A mulher disse que chegou a testemunhar o pai agredindo fisicamente as meninas.
O delegado comentou que a empregada deixou o trabalho, em novembro, por ter sido ameaçada pelo patrão quando se preparava para limpar o canil da casa com a filha mais nova, de 15 anos, única sobrevivente do envenenamento que matou Carvalho, a mulher dele, Thelma Almeida Migueis, de 43 anos, e a filha mais velha, Layla Migueis Carvalho, de 17.
Segundo a empregada, Carvalho teria dito que bateria nela e na filha se não fizessem a limpeza direito. ''O depoimento foi importante para demonstrar como era o comportamento dele em relação às meninas'', disse Freire.
Freire aguarda laudos de amostras de um doce de chocolate e das vísceras dos mortos. Ele disse que é preciso confirmar o envenenamento, por enquanto baseado em laudo do Instituto Adolfo Lutz, que encontrou arsênico na urina das meninas. A amostra pode dar negativo, pois o veneno pode ter sido colocado nos recipientes onde foi servido. A jovem contou que foi o pai quem serviu o doce e ordenou que a louça fosse lavada em seguida. A sobrevivente, portadora de bulimia, vomitou o doce.


