Brasília, 13 (AE) - Depois de ficar preso durante 59 dias, o ex-dono da construtora Encol, Pedro Paulo de Souza, foi libertado por volta do meio-dia de hoje, por ordem do juiz Carlos Alberto França, da Vara de Falências, Concordatas e Insolvência Civil de Goiânia. Souza, no entanto, não poderá ausentar-se de Goiânia e terá de comparecer a todos os atos relacionados à falência da empresa, sob pena de retornar para a prisão.
O juiz entendeu que não há indícios de que o ex-dono da Encol vai prejudicar o bom processamento da falência, representar perigo à sociedade ou dificultar a aplicação da lei penal se ficar fora da prisão.
Em sua decisão, França reconheceu que a falência da Encol atingiu interesses de muitas pessoas, mas concluiu que o fato não é suficiente para embasar a decretação da prisão preventiva de Souza. "Toda prisão cautelar, como a preventiva, é violenta, dura e drástica e somente se justifica em casos excepcionais, desde que observadas todas as formalidades e exigências legais", afirmou o juiz.

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