Brasília, 25 (AE) - Começou há pouco, na CPI do Sistema Financeiro, o depoimento do ex-diretor de Crédito do Banco do Brasil, Edson Soares Ferreira. Além dele, encontra-se no Senado para depor, em seguida, o ex-diretor financeiro do BB Carlos Gilberto Caetano. Ambos vão depor sobre empréstimos concedidos pelo BB à falida construtora Encol. Seis senadores estão presentes à sessão: o presidente da comissão, Bello Parga (PFL-MA); o vice, José Roberto Arruda (PSDB-DF); o relator, João Alberto Souza (PMDB-MA) além dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Carlos Bezerra (PMDB-MT) e Romero Jucá (PSDB-RR).
Convergência - O senador Arruda disse hoje acreditar que o Congresso - especificamente o Senado - e o Supremo Tribunal Federal (STF) "podem chegar a uma linha de convergência". Segundo ele, a CPI tem todo interesse em preservar as informações sigilosas que recebe e, também, em fundamentar os pedidos de quebra de sigilo das pessoas sob investigação. Essas são, segundo ele, duas condições necessárias para que o Judiciário (STF) deixe de conceder liminares contra decisões da CPI a pessoas que estejam sendo por ela investigadas.
Arruda relatou, também, que conversou ontem à noite com o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Conversamos bastante, foi uma boa conversa", disse ele, sem contudo especificar os temas da conversa. Além disso, Arruda conversou por telefone com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), mas não detalhou o teor da conversa. Quanto ao requerimento formulado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), para que Antonio Carlos Magalhães solicite ao presidente FHC a convocação do Conselho da República para debater a crise entre os Poderes - sobretudo em virtude das constantes liminares concedidas pelo Judiciário contra decisões da CPI do Sistema Financeiro -, Arruda o considerou exagerado. Segundo ele, a crise não é tão grave a ponto de demandar tal providência.

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