São Paulo, 20 (AE) - O ex-diretor do Cemitério Campo Grande, em São Paulo, Edson Aparecido da Silva, exonerado ontem pelo Serviço Funerário sob a acusação de não comparecer ao trabalho, enviou à AGÊNCIA ESTADO uma carta com o que seriam as "provas" de que não era um funcionário fantasma. Entre as testemunhas ele citou o nome de oito políticos, entre eles vereadores do PPB, que teriam feito a ele "constantes pedidos de sepultamento".
Entre os vereadores que ele invocou para comprovar sua assiduidade está o nome de Mário Dias (PPB). Dias disse que conheceu Silva há um mês, na ocasião da morte de seu irmão, mas nega pedido sepultamentos. "Vi o ex-administrador somente dessa vez", afirmou.
O vereador Milton Leite (PMDB), citado em lista apreendida por promotores na Superintendência do Serviço Funerário como responsável pela indicação do administrador exonerado, ligou hoje aos berros para a redação, protestando contra a inclusão de seu nome na reportagem. "Não tenho nada a ver com isso", afirmou. Leite disse que Silva é um funcionário "exemplar". Ele contou que enviou seis assessores para "buscar" Silva, que seria incumbido de dar sua versão ao Estado. No fim da tarde, Silva entregou a carta à redação.
Ao contrário do que foi distribuído ontem, foram funcionários do Cemitério Campo Grande, e não São Pedro, que acusaram Silva de faltar ao trabalho, confirmando as informações do Serviço Funerário.

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