Ex-diretor da SRP é vítima de latrocínio em Ibiporã
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O ex-diretor de Avicultura da SRP (Sociedade Rural do Paraná ) Valter Figueira foi vítima de latrocínio - roubo seguido de morte - em ocorrência registrada na noite de quinta-feira (26). O episódio aconteceu em sua propriedade, conhecida como Sítio Figueira, na Vila Esperança, na estrada rural que fica entre Ibiporã e Jataizinho. Segundo a PM, cinco homens chegaram de carro na propriedade e renderam dois funcionários do sítio, que foram amarrados e deixados nos fundos da propriedade.
Os ladrões arrombaram uma porta de vidro e tiveram acesso à casa. Aparentemente eles queriam roubar um veículo que Figueira havia recém-adquirido na Expo Londrina. Figueira, que se preparava para tomar banho, percebeu a presença dos bandidos e entrou em luta corporal com um dos criminosos, mas acabou sendo alvejado no peito. O produtor rural ainda teve forças para enfrentar outro ladrão que estava no quarto de sua esposa, a advogada Maria Christine Wilcken, e acertou o bandido com golpes de capacete, mas foi atingido por outro tiro. Ele acabou morrendo no corredor da casa.
Os bandidos fugiram com o mesmo carro que vieram, que estava estacionado nas proximidades do sítio, e não levaram nada. As polícias Militar e Civil já possuem linhas de investigação que podem conduzir aos autores do crime.
Na Câmara Municipal de Nova Santa Bárbara, onde a esposa de Figueira trabalhava como advogada, o expediente foi encerrado mais cedo para que os servidores pudessem acompanhar o sepultamento.
O presidente da SRP, Afranio Brandão, emitiu uma nota à imprensa lamentando o ocorrido. "Infelizmente, o latrocínio que vitimou o senhor Valter não é um fato isolado. O homem do campo está, cada vez mais, à mercê de marginais que continuam agindo livremente, contando com as dificuldades das forças de segurança em oferecerem mais proteção à zona rural", ressaltou no comunicado dirigido aos jornalistas.
"A Sociedade Rural do Paraná se une à família neste momento de dor e, mais uma vez, pede a nossos governantes mais atenção a esta população. É preciso encontrar soluções para garantir a vida de nossos produtores e segurança para que continuem a trabalhar em suas propriedades, ao lado de seus familiares", concluiu Brandão.
O empresário José Antonio Bueno, 52 anos, conhecia Figueira como colega e como vizinho. Ele relata que o crime chocou a vizinhança. "Ele era uma pessoa de bom caráter e de bom trato. A lembrança que ele deixa é que se dedicava muito ao trabalho. Infelizmente em Ibiporã acontecem casos assim de vez em quando. A pessoa está trabalhando e esses vagabundos chegam e acabam com a vida da gente", apontou.


