Londrina - No Paraná, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) foi batizada como ''Mãos amigas pela paz''. O nome surgiu depois de um encontro ocorrido em Londrina. A logomarca reflete bem o conceito: mãos juntas que se ajudam.
O desenho foi criado por um londrinense de história inusitada. Raphael Carlos Souza tem o Ensino Médio completo, não chegou à universidade por opção, uma vez que preferiu seguir a carreira militar. No Batalhão de Curitiba foi cabo do 5º Grupo de Artilharia.
De volta à terra natal desviou-se para o mundo do crime. Foi preso por assalto à mão armada e percorreu do céu ao inferno em poucos meses. ''Fiquei em uma cela de 12 metros quadrados com 33 homens dentro. A temperatura chegava a mais de 50 graus. Era tão quente que gotejava do teto e aquilo não ajudava em nada a ressocialização'', comentou.
Souza foi condenado a mais de seis anos de prisão por roubo e corrupção de menor. Um terço da pena foi cumprida no sistema prisional. ''Meu retorno foi complicado, até as pessoas da igreja tinham preconceito e me tratavam como ex-presidiário. Graças a Deus voltei a estudar e trabalhar e hoje estou contente com tudo que está acontecendo na minha vida, estou vencendo'', disse.
Casado e pai de um filho, Raphael Souza mudou-se com a família para São Jerônimo da Serra (Norte Pioneiro). Hoje ele é microempresário e ganha a vida administrando uma lanchonete.
O jovem se candidatou para ser voluntário na Apac de Londrina. ''Sei que falhei, mas todo mundo tem que ter a oportunidade de ter uma segunda chance. Pretendo ser um voluntário porque toda aquela ira que eu tive no começo reverti em amor e hoje retornei para o bem'', concluiu.(D.M.)

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