Bauru, SP, 27 (AE) - Depois de exercer quatro mandatos e chegar até à liderança do partido na Assembléia Legislativa de São Paulo, o ex-deputado Roberto Purini deixou o PMDB. Egresso do antigo MDB, pelo qual também exerceu dois mandatos de vereador e foi o candidato mais votado à prefeitura de Bauru, no interior do Estado, em 1976 - quando foi derrotado pela soma de votos das sublegendas -, Purini perdeu as últimas eleições parlamentares e, recentemente, recebeu convite para ingressar em diversos partidos. Escolheu o PDT, que articula na cidade uma frente com líderes políticos e empresariais.
Ao deixar o partido onde fez toda a carreira, o ex-deputado disse que saía para não ter o constrangimento de não apoiar o candidato peemedebista nas próximas eleições, que ainda não foi escolhido, mas deverá ser o ex-prefeito e ex-deputado federal Tidei de Lima, com quem fez dobradinha nas eleições de 1978, 1982, 1986 e 1990.
Outro a deixar o partido foi o vereador João Parreira de Miranda, que também assinou ficha com o PDT. O partido, que elegeu cinco vereadores em 1996, fica agora com apenas um, pois havia perdido outros três no começo do mandato. Mas Lima afirmou hoje que, enquanto essas figuras conhecidas saem, entram outros militantes e o partido passa por um processo de "oxigenação". Ele disse ainda que o PDT "está formando na cidade uma grande frente de centro-direita, extremamente conservadora e definidora de um grande peso econômico", ao que o presidente do diretório municipal, Marcelo Borges retrucou: "O que se monta é uma grande aliança para o progresso da cidade."
Bauru vive um momento político singular. O prefeito Antonio Izzo Filho, eleito em 1996, foi cassado e está preso. O ex-deputado federal Tuga Angerami não concorreu à reeleição em 1998 e, há alguns dias, deixou o PSDB e a vida pública. Agora, os diferentes grupos realinham-se em busca do espaço deixado pelos antigos líderes.

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