Ex-comandante vê abandono
Para o coronel de reserva Jairo Mello, que mora em Rolândia, onde comandou durante cinco anos o 15º Batalhão, o fato da maioria das vítimas de homicídios ter alguma ligação com o tráfico de drogas não pode servir como atenuante. ''Ao contrário, pois mostra que não existe uma ação dirigida de combate. Além disso, o tráfico é alimentado pelo roubo, furto, enfim outros delitos. E a repercussão desses crimes acaba criando um clima de insegurança na sociedade como um todo'', observa.
Mello observa que a polícia perdeu a confiança da população. ''A culpa não é do povo nem da polícia, mas do Estado. Nos últimos 15 anos, por falta de investimento do Poder Público, a estrutura de segurança foi deteriorada.'' Ele recorda que em 1996, quando deixou o comando do 15º BPM, o efetivo era de 460 homens para atender Rolândia e outros 15 municípios. ''Hoje tenho informações que o efetivo é de pouco mais de 200 homens'', observa. ''Segurança se faz com a presença ostensiva do policial militar nas ruas, pela certeza de que os infratores serão presos e punidos.''
O presidente do Conselho de Segurança de Rolândia, Roberto Negrão, acredita também que a falta de policiais na rua é um fato que contribui para a violência na cidade.
A reportagem procurou o governo do Estado, que preferiu não se manifestar. (D.B.)





