Madri, 26 (AE-AP) - Um ex-chefe da espionagem militar espanhol e um ex-assistente foram sentenciados hoje (26) a seis meses de prisão por terem ordenado ilegalmente a gravação de conversas telefônicas de figuras nacionais proeminentes. De acordo com o Tribunal Provincial de Madri, os cinco ex-agentes que fizeram as gravações foram condenados a quatro meses de prisão. Todos os acusados trabalhavam para a agência de inteligência militar CESID. O general Emilio Alonso Manglano, ex-diretor da CESID, e o ex-chefe de operações, coronel Juan Alberto Perote, disseram que vão apelar.
O caso remonta à década de 1980, quando os acusados gravaram sem autorização conversas telefônicas de algunas das mais conhecidas figuras do país, incluindo o rei Juan Carlos e empresários como o ex-presidente do clube de futebol Real Madrid
Ramón Mendoza. O escândalo veio à tona em 1996, quando as gravações secretas foram difundidas pelo jornal El Mundo, em um dos vários escândalos aos quais foi atribuida a derrota eleitoral sofrida este ano pelo presidente socialista do governo Felipe González, que passou 14 anos no poder.

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