Ex-cabo é absolvido por falta de provas
Agência Estado
Do Rio
O ex-cabo da Polícia Militar William Alves, um dos acusados de participação na chacina de Vigário Geral, em agosto de 1993, foi absolvido por unanimidade na madrugada de ontem pelo 2º Tribunal do Júri do Rio. O Ministério Público pediu a absolvição de Alves por falta de provas. As testemunhas de acusação não reconheceram o ex-PM como um dos envolvidos no assassinato de 21 moradores da Favela de Vigário Geral, oito da mesma família de evangélicos. Além do ex-cabo, 15 acusados da chacina já foram julgados: 12 foram absolvidos e apenas três condenados.
O crime aconteceu um dia depois do assassinato de quatro PMs, também na Favela de Vigário Geral, supostamente por traficantes. De acordo com investigações, a chacina foi praticada por um grupo de policiais e ex-policiais conhecidos como Cavalos Corredores, que foram vingar a morte dos colegas. Interrogado, Alves negou participação no crime e informou que no dia da matança jantava com a família numa pizzaria. A absolvição provocou revolta nas famílias das vítimas, que prometem recorrer da decisão.
O julgamento dos acusados da chacina resultou em apenas três condenações Paulo Roberto Alavrenga, Arlindo Imaginário e Roberto Cesar do Amaral Júnior. Dois envolvidos no crime morreram antes de ser julgados e outros 16 aguardam julgamento. O processo de Vigário Geral foi desmembrado depois da divulgação de cinco fitas por réus que estavam na prisão e mais 19 pessoas foram acusadas. No total são 52 envolvidos na chacina.





