Ex-bolsistas em Israel fazem programas para assentamento
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terça-feira, 31 de outubro de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
Um grupo de ex-bolsistas do Instituto Internacional Histadrut, ligado ao Ministério de Relações Exteriores de Israel, está trabalhando desde hoje na elaboração de um programa a ser desenvolvido no Assentamento Colméia, em Barracão, o quarto no sistema compartilhado a ser inaugurado no Paraná. Nesse sistema, que já assentou 146 famílias desde o ano passado nos assentamentos Águas de Jurema, em Iretama, Retiro I, em Coronel Domingos Soares, e Mundo Novo, em Mauá da Serra, as prefeituras participam com as áreas de terra e o Incra com a agilização na liberação dos créditos para a reforma agrária.
Apesar dos ex-bolsistas terem iniciado o trabalho hoje, a inauguração do assentamento, com 25 famílias e uma área de 125 hectares, está prevista para o próximo dia 10. Segundo o técnico do Incra e também ex-bolsita do Instituto Histadrut, Carlos Almeida da Silva, os assentamentos estabelecem as famílias do próprio município, entre pequenos arrendatários, meeiros, ex-agricultores que estão sem atividade. Cabe ao Incra conseguir a liberação dos recursos federais para a reforma agrária.
São liberados, incialmente, R$ 1 mil para fomento compra de ferramentas, animais, sementes , R$ 400 mil para alimentação e R$ 2,5 mil para construção de moradia. A segunda etapa envolve a liberação dos créditos do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), no valor de até R$ 9,5 mil por família, dependendo do projeto a ser desenvolvido na região. Para pagar o terreno, as famílias têm três anos de carência e prazo de 20 anos.
O ingresso dos ex-bolsistas do Instituto Histadrut também visa criar empregos produtivos no campo, não apenas na agropecuária. A expectativa é elevar até o final do terceiro ano de implantação do projeto a renda dos trabalhadores para quatro salários mínimos mensais, inclusive com a exportação da produção para Israel. É isso o que pode acontecer com a produção do Assentamento Colméia, que trabalhará com sericicultura (produção de seda), fabrico de queijos finos e ovos de codorna em conserva.
O primeiro assentamento compartilhado do Estado, de Iretama, foi inaugurado em julho do ano passado, com 40 famílias, que vivem em uma área de 484 hectares. Segundo a secretária de Agricultura do município Gláucia Pereira de Godoy, as famílias plantam milho, feijão, trabalham com sericicultura, horticultura e criam bovinos para a cultura de leite. No maior assentamento, de Mauá da Serra, 63 famílias vivem em 321 hectares, plantando soja, trigo, milho, além de trabalhar na produção de fruticultura e olericultura.


