Curitiba- O empresário curitibano Edilson Buba, 32 anos, que ficou conhecido por participar do programa Big Brother Brasil 4, na Rede Globo, foi solto às 11 horas de ontem, depois de passar 90 dias na prisão. Buba estava preso no Centro de Observação Criminológica e de Triagem (COT), no Presídio do Ahú, em Curitiba desde 29 de abril, quando foi detido em flagrante com 18 pílulas de ecstasy e 50 gramas de maconha, e acusado de tráfico de drogas.
A decisão da Justiça de soltá-lo ontem pegou a família de surpresa. A expectativa era que ele continuasse preso pelo menos até a próxima quarta-feira, data da audiência que vai determinar se Buba será julgado como traficante de drogas, como foi enquadrado inicialmente, ou se deve ser classificado apenas como usuário de drogas, como sustenta sua defesa.
Na saída do COT, Buba foi recepcionado por dezenas de parentes e amigos que o esperavam. ''É indescritível o que estou sentindo, quero antes falar com minha família, minha mulher e meus amigos'', disse. Questionado se acreditava ter sido prejudicado apenas por ser famoso, Buba disse que tem muito a falar sobre o assunto. Antes de seguir até a casa dos pais, Buba pretendia ir ao santuário de Nossa Senhora de Schoensttat, no bairro Capão Raso, ''cumprir uma promessa''. Buba é devoto há quatro anos e tem no braço uma tatuagem da santa.
O alvará de soltura foi expedido no final da tarde de quarta-feira por decisão da juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 2 Vara Criminal de São José dos Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba, atendendo pedido de relaxamento da prisão solicitado pelo Ministério Público (MP) do mesmo município.
Nesses três meses, o empresário teve um pedido de liberdade provisória e dois de habeas corpus negados pela Justiça, uma vez que a Contiuição veda essa possibilidade no caso de crimes classificados como hediondos, como é o tráfico de drogas. No entanto, a decisão do relaxamento da prisão foi possível segundo o MP, por ser inevitável o excesso de prazo para concluir as diligências e por não haver elementos suficientes para a condenação pelo crime denunciado.
Na quarta-feira prossegue a audiência para definir o enquadramento exato do delito cometido por Buba.

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