Brasília - Acusado de estupro e abuso sexual, o ex-atleta Zequinha Barbosa, 42 anos, campeão mundial de atletismo, negou ontem na CPI da Exploração Sexual ter feito sexo com três garotas menores de 18 anos. Ele admitiu apenas ter conhecido D., 13, uma das envolvidas no caso. O advogado de Barbosa, Abadio Resende, recebeu voz de prisão durante a audiência e saiu arrastado pela polícia do Senado, por desobediência à presidência da comissão.
Barbosa e seu principal assessor, Luiz Otávio da Anunciação, foram indiciados pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Campo Grande (MS), em inquérito que investiga crimes de exploração sexual, e denunciados pelo Ministério Público. A Justiça negou na semana passada pedido de prisão preventiva contra o ex-atleta.
Em depoimento à CPI mista, formada por deputados e senadores, no final de outubro, Anunciação afirmou que ele e Barbosa foram a um motel na capital do Mato Grosso do Sul com três meninas de 13, 14 e 15 anos. Segundo o assessor, eles não perceberam que elas eram menores de idade.
Barbosa é presidente do ''Instituto Zequinha Barbosa Correndo Pela Vida'', em Campo Grande, que atende crianças e adolescentes de 7 a 14 anos em situação de risco. Anunciação era vice-presidente.

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