Ex-atiradores convocados para treinamento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Apucarana Ex-atiradores do Exército Brasileiro que serviram nos últimos cinco anos foram convocados para integrar a Operação Apucarana, que visa atualizar o treinamento militar do efetivo colocado em sobreaviso para atuar em caso de necessidade. Ao todo, 174 homens de Londrina, Maringá, Apucarana e Curitiba participam do treinamento no 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Apucarana (Centro-Norte). A operação começou na segunda-feira e segue até o dia 22 deste mês.
O coronel Márcio Luiz Passos Tibério, comandante da unidade, explicou que do total convocado, 132 são reservistas de 2ª categoria, soldados formados nos Tiros de Guerra de Londrina e Maringá. Os outros 42 militares reintegrados provisoriamente são oficiais, sargentos, cabos ou soldados que serviram em unidade militar avançada. "Todos eles passarão por reciclagens que tem como objetivo manter um contingente preparado para uma eventual guerra, por exemplo", explicou o comandante.
A rotina de treinamento da Companhia de Guarda Territorial inclui ações de polícia, como postos de bloqueio e controle de estradas e vias urbanas, além da proteção de estruturas terrestres estratégicas.
No final da operação, a tropa será deslocada para simulações de atentados às centrais energéticas de Ivaiporã (Vale do Ivaí) e Manoel Ribas (Centro). Cerca de 600 militares já estão nas duas cidades realizando os exercícios de guarnição das subestações de energia.
"Esta primeira leva que está lá é formada pelos reservistas da ativa, que são os primeiros a serem chamados quando há necessidade. Os ex-atiradores têm a função de não deixar o batalhão de origem descoberto, mas também terão a oportunidade de participar das simulações", detalhou o coronel. Durante o período que são reincorporados ao Exército Brasileiro, os reservistas passam a ter os mesmos direitos e deveres dos militares, inclusive com remuneração correspondente aos dias na função.
Para o estudante de Administração de Empresas Eduardo Zapata Fernandes, de 21 anos, que serviu o Exército no Tiro de Guerra de Londrina em 2012, a operação é uma boa oportunidade para relembrar o treinamento e aprender novos ensinamentos. "Esta semana vou conhecer alguns equipamentos novos que não existiam na minha época. A simulação também promete ser bem empolgante", declarou. O colega Jonatas Silveira Moura, de 20 anos, auxiliar administrativo em Londrina, prestou o serviço militar no ano passado e disse que também vai se candidatar se houver outros chamados. "Sempre gostei de fazer parte do Exército Brasileiro. É muito bom servir à Pátria", pontuou.


