Ex-assessores de vereadora recebem proteção especial da polícia
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2000
Por Rogério Panda 
São Paulo, 24 (AE) - Três testemunhas que denunciaram a vereadora Maria Helena Pereira Fontes (PL) estão recebendo, desde as primeiras horas de hoje, proteção especial 24 horas por dia de policiais do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Os ex-assessores A.C.S., que teria sido espancado a mando da vereadora, M.A.N. e A.C.G. estão escondidos em uma casa, onde são protegidos por vários policiais fortemente armados.
De acordo com depoimento de A.C.S. à polícia, ele vinha há alguns meses recebendo ameaças de morte de pessoas que diziam representar a vereadora. A mãe dele, de 62 anos, disse que no domingo seu filho recebeu uma proposta para mudar o depoimento contra a vereadora, prestado aos delegados e promotores que formam a força-tarefa que investiga a máfia dos fiscais. "Ou ele aceitava R$ 50 mil ou seria morto", disse.
Segundo ela, o filho recusou a proposta. Na noite de segunda-feira, ele recebeu novos telefonemas ameaçadores. "Eles ligaram dizendo nós já recebemos R$ 3 mil da Maria Helena, que tá solta, para matar o ganso (informante da polícia)", afirmou ela. Apavorado, A.C.S. acionou a polícia e pediu proteção.
Liberdade - O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado concedeu esta semana habeas-corpus à vereadora Maria Helena, que estava presa desde o dia 21 de dezembro no 89.º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, zona sul, acusada de corrupção e de coagir o seu ex-assessor de gabinete.
Após a vereadora ser colocada em liberdade, as ex-assessoras de gabinete M.A.N. e A.C.G. pediram proteção à polícia ou, disseram, não iriam mais prestar depoimento.A.C.S. foi ouvido na tarde de hoje pelo promotor Gabriel Cezar Inellas, da Divisão de Inquéritos Policias (Dipo) e teria mantido as denúncias contra a vereadora Maria Helena.
O novo depoimento faria parte de estratégia preparada por integrantes da própria força-tarefa, que originalmente iriam ouvi-lo na tarde de amanhã. O objetivo é evitar que o depoimento seja contestado pela vereadora.


