Ex-assessoras acusam vereadora Maria Helena
Ex-assessoras acusam vereadora Maria Helena13/Mar, 19:19 Por Gláucia Leal São Paulo, 13 (AE) - A vereadora Maria Helena instruía assistentes que trabalhavam com ela na Câmara Municipal para que trocassem vales-transporte e refeição, recolhidos dos próprios funcionários, por dinheiro com camelôs nas proximidades do prédio da Câmara. Com isso, ela embolsava mensalmente de R$ 600 00 a R$ 700,00. A denúncia foi feita hoje pelas ex-assistentes da parlamentar, Maria Aparecida Nunes e Alessandra Maria Cruz Garcia, durante depoimento na Comissão Processante que investiga denúncias contra a vereadora. Maria Aparecida afirmou ainda que presenciou, várias vezes, a vereadora receber envelopes com dinheiro, tanto em sua casa quanto no gabinete. De acordo com Alessandra, os funcionários eram pressionados para que devolvessem a maior parte do salário. Em seu holerite, por exemplo, constava que ela recebia cerca de R$ 5 mil. Desse total, entretanto, Alessandra ficava, no máximo com R$ 700,00. A ex-assistente acusou ainda a vereadora de usar, em benefício próprio, quatro carros da empresa Vega-Sopave: dois Palios brancos, que depois foram substituídos por uma Van e uma Kombi. Os veículos tinham chapas de Curitiba e chegavam a ficar guardados no estacionamento da Câmara. Ironicamente, Maria Helena participou da Comissão Processante da vereadora Maeli Vergniano, cassada justamente por utilizar um veículo da mesma empresa para fins particulares. "Ela chamava Maeli de bruaquinha", contou Alessandra. Segundo ela, Maria Helena costumava dizer que "Maeli não tinha aprendido a lição ainda", já que havia dado recibos a camelôs e posteriormente estes documentos foram usados como prova contra ela. Outra informação dada por Alessandra foi que, ao votar contra o impeachment do prefeito Celso Pitta, Maria Helena teria ganho a possibilidade de fazer indicações para cargos de confiança e diretoria do Serviço Funerário Municipal.





