Londrina - O fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil Marcelo Caramori deixou a Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2) na tarde de ontem. Sob forte chuva e na companhia do advogado Leonardo Vianna, Caramori preferiu não dar entrevista. O ex-assessor do Governo do Estado estava preso desde o dia 29 de janeiro, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados a uma investigação de exploração sexual. No dia da prisão de Caramori, foram apreendidos computadores, celulares e outros itens na casa do fotógrafo.
O advogado Leonardo Vianna declarou que o segundo pedido de liberdade provisória, protocolado nesta semana, foi aceito pela 6ª Vara Criminal de Londrina. "Ele reúne as condições para responder o processo em liberdade. Caramori está à disposição da Justiça, se compromete a comparecer e a prestar os esclarecimentos em juízo. É uma pessoa que nunca respondeu a um processo, ele tem residência em Londrina e não irá se furtar da Justiça. Ele não oferece risco às investigações e, eventualmente, ele irá colaborar com o que for necessário para o esclarecimento dos fatos", ressaltou o advogado.
Conforme Vianna, o primeiro pedido de liberdade havia sido negado na última sexta-feira. Segundo ele, a Justiça solicitou novos esclarecimentos. "Eu levei novos elementos e fiz um novo pedido. Então ele vai aguardar em liberdade. Os dois pedidos estão sob segredo de Justiça", alegou Vianna, ao não revelar que elementos teriam sido apresentados.
A prisão de Caramori foi um desdobramento da investigação iniciada pela promotoria da 6ª Vara Criminal de Londrina que apura a existência de uma rede de exploração sexual. O auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza foi preso no dia 13 de janeiro após as primeiras denúncias. Ele foi indiciado pelo Gaeco por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável. Souza também já foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça. O auditor e o fotógrafo estavam presos na mesma cela da PEL 2.
Segundo o Gaeco, pelo menos 13 adolescentes teriam sido vítimas dos dois indiciados. O auditor fiscal da Receita Estadual continua detido. A promotora Suzana Lacerda não foi encontrada para dar entrevista.

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