Londrina - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu ontem o terceiro inquérito que apura fatos relacionados ao crime de exploração sexual. O auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza, o ex-assessor da Casa Civil Marcelo Caramori e três agenciadoras foram indiciados por favorecimento à prostituição. Se condenados, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
De acordo com o delegado do Gaeco, Ernandez Cesar Alves, 11 adolescentes com idade entre 14 e 17 anos teriam confirmado a exploração sexual. Todas as vítimas ouvidas revelaram que teriam feito programas sexuais com o auditor Luiz Antônio de Souza. Já o ex-assessor da Casa Civil Marcelo Caramori, também conhecido como "Tchelo", teria saído com duas adolescentes.
O Gaeco não identificou uma relação direta entre os envolvidos. "Nós não temos nada que comprove que eles saíam juntos. Teve vítima que saiu um dia ou fez programa com um e outro dia que também fez programa com outro", revelou o delegado. Os encontros sexuais teriam ocorrido no final do ano passado.
Alves informou que o auditor fiscal se negou a prestar esclarecimentos durante a apuração dos fatos relacionados ao terceiro inquérito. Marcelo Caramori foi levado até a sede do Gaeco, mas foi orientado pelo advogado a não dar explicações durante o interrogatório. Na saída, o ex-assessor negou envolvimento no crime.
"Semana que vem, a verdade vai aparecer e vocês vão ver que o ‘Tchelo’ que vocês conhecem não tem nada a ver com isso. Foi montada uma história que vocês estão vendo que é política. Estou tentando descobrir quem está envolvido", declarou rapidamente. Caramori e o auditor fiscal seguem presos na Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2).
O advogado de Caramori, Leonardo Vianna, afirmou que o ex-assessor vai prestar esclarecimentos apenas à Justiça. "O fato não é violento, não é hediondo, ele nunca teve negócios com prostituição e tem bons antecedentes. Ele é professor de fotografia. Ele deve responder em liberdade", afirmou o advogado. O pedido de revogação da prisão está em análise na 6ª Vara Criminal de Londrina. O advogado Omar Baddauy, que representava o auditor fiscal no primeiro inquérito, informou que deixou o caso. O nome do novo advogado constituído não foi revelado. O caso corre sob segredo de Justiça.

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