Ex-agente da FNS é ferido em confronto com a PM durante manifestação
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 22 (AE) - Cerca de 100 ex-agentes da Fundação Nacional de Saúde, conhecidos como mata-mosquitos, entraram em confronto hoje pela manhã com policiais do Batalhão de Choque e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante manifestação na Ponte Rio-Niterói. Um dos manifestantes foi gravemente ferido no braço e operado no fim da tarde. Demitidos no ano passado, eles protestavam contra a cassação da liminar que lhes garantia o emprego de volta.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Controle de Epidemias do Estado do Rio (Sintcerj), o servidor Jorge Conceição, de 26 anos, foi espancado por policiais do Batalhão de Choque. "Nós vimos quando os soldados de nomes Marcos e Machado bateram várias vezes com o cassetete no braço dele", disse Wilson de Souza Cerqueira, um dos coordenadores do protesto. "Não havia necessidade de confronto, já que a polícia viu que nós não atrapalhamos ninguém, só caminhávamos em direção a Niterói", disse. Outros manifestantes também teriam sido espancados, segundo do sindicato.
A Ponte S.A., concessionária que administra a via, informou que o tráfego ficou lento também no sentido Rio, pois a pista teve que ser bloqueada para que os manifestantes deixassem a ponte com segurança. Já as pistas de acesso a Niterói ficaram engarrafadas por mais de duas horas.
Os ex-agentes disseram que foram convencidos a deixar ao local pela Polícia Rodoviária. "Não havia condições de continuar, porque o pânico era geral e todos estavam cansados", contou Cerqueira. Muitos passaram mal por causa do sol forte e foram atendidos por ambulâncias ainda na ponte. Eles pretendiam seguir até a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, que fica a cerca de 13 quilômetros do local da manifestação.
Eles reclamam do não-pagamento do salário do mês de janeiro, quando a liminar ainda vigorava. "Nós trabalhamos do dia 13 de janeiro a 14 de fevereiro e até hoje não recebemos nada", disse Cerqueira. A suspensão será mantida até que o mérito da questão seja julgado pelo Tribunal Regional Federal do Rio. Em setembro de 1999, 5.792 agentes foram demitidos sob alegação de que não eram concursados. Desde então, os sindicatos da classe vêm promovendo constantes manifestações.


