São Paulo, 23 (AE) - O ex-administrador regional da Sé, João Bento, negou, em depoimento à polícia, qualquer envolvimento em esquemas de propinas na Administração Regional da Sé. Na semana passada, Bento foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por concussão, formação de quadrilha e prevaricação. Bento foi denunciado por várias testemunhas, entre as quais funcionários da regional, como uma pessoa importante no suposto esquema.
No depoimento prestado ontem (22) Bento disse não sofrer influência do deputado Hanna Garib, que controlava politicamente a regional. Ele afirmou à polícia conhecer Garib superficialmente e que, durante sua gestão, não houve nenhum fato que comprometesse Garib, o ex-secretário Alfredo Mário Savelli e o presidente da Associação dos Comerciantes do Brás (Acob), Wehbe Youssef Da Walibe.
Quando os policiais perguntaram detalhes do suposto esquema de corrupção, Bento afirmou que se soubesse de alguma coisa mandaria apurar. Com um salário de R$ 7,8 mil, ele é proprietário de vários imóveis e uma Mercedez-Benz. Parte de sua renda familiar, segundo ele, é obtida com os aluguéis dos imóveis e de uma pousada em Ubatuba, no litoral norte paulista.
Quanto aos esquemas de apreensão de mercadorias de ambulantes que atuavam na região central, o ex-regional admitiu que os ambulantes não eram molestados no Viaduto Santa Ifigênia, supostamente controlado pelo deputado Garib. Segundo ele, as barracas seriam retiradas para a reforma do Viaduto, prevista para este ano.
Em relação a Garib, Bento afirmou que foi a algumas festas promovidas pelo deputado, em São Paulo e no sítio do ex-vereador, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Em relação ao presidente da Acob, Bento disse que mantinha apenas um contato profissional, em razão do destaque do comerciante na região do Brás.

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