Everardo defende criação de imposto mínimo
Brasília, 20 (AE) - O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, voltou a defender, há pouco, em seu depoimento à CPI do Sistema Financeiro, a criação de um "imposto mínimo" para as empresas. Ele reconheceu, no entanto, as dificuldades de implantação desse tributo, por causa da resistência das empresas. O secretário relatou que, toda vez que fala sobre esse assunto, cria "uma verdadeira celeuma". Explicou que, no seu entender, pode-se escolher entre três formas de cobrança do imposto mínimo: ou sobre os ativos da empresa, ou sobre o patrimônio líquido ou sobre o faturamento. Ele disse que a cobrança sobre o faturamento é, na sua opinião, a melhor opção. A cobrança sobre os ativos, por exemplo, significaria, no entender do secretário, uma tributação mais pesada quando se tratar de uma empresa que tiver se capitalizado bastante. Everardo Maciel voltou a criticar a atitude das empresas que, para evitar pagamento de impostos, declaram que tiveram prejuízo. "Hoje, o prejuízo é crédito", definiu. E mencionou expressões que costumam ser usadas em relação à empresa que (falsamente) declara ter tido prejuízo: "Essa empresa é ótima: teve um prejuízo fantástico!", ironizou. O líder do PMDB, Jáder Barbalho, interrompeu o depoimento de Maciel para afirmar que isso "é um escândalo".





