Eventos discutem importância da brincadeira no aprendizado
Agência Folha
De São Paulo
O direito de brincar e os benefícios das atividades lúdicas no desenvolvimento das pessoas estarão sendo discutidos em dois eventos a ser realizados ainda este mês em São Paulo. No dia 24, a Associação Internacional pelo Direito da Criança Brincar (Ipa) realiza uma caminhada no Horto Florestal, zona norte da cidade, para divulgar os benefícios e a importância das brincadeiras.
Nos dias 26 e 27, a vez é de educadores discutirem suas experiências no seminário Brinquedos e Brincadeiras, que está sendo organizado pelo Laramara, instituição filantrópica que atende crianças e jovens portadores de deficiências visuais.
Os dois eventos têm em comum o objetivo de resgatar a brincadeira, que pouco a pouco vem sendo colocada de lado. Seja porque a criança tem de trabalhar para ajudar a família situação que atinge cerca de 3,5 milhões das crianças brasileiras com menos de 14 anos , seja porque as atividades diárias da criança (aulas particulares, videogames, televisão) não permitem.
Por ter um caráter essencialmente coletivo, a brincadeira permite que as crianças desenvolvam habilidades em todos os níveis: físico/motor, cognitivo (percepção), afetivo e social sem se sentir obrigada ou pressionada. São esses ensinamentos extracurriculares que podem, mais tarde, ajudar a criança também em seu aprendizado acadêmico.
Além disso, vários professores têm usado a brincadeira e, principalmente, os jogos de regras em sala de aula. Uma maneira de atrair as crianças e ao mesmo tempo entrar em seu universo.
Segundo a psicopedagoga Maria Ângela Barbato, presidente da Associação Brasileira de Brinquedotecas e pesquisadora da área de brinquedos, muitas brincadeiras têm conteúdos implícitos, que são passados de forma espontânea.
Quando a criança não pula essa fase ela pode ter mais dificuldade para assimilar o conteúdo das matérias, afirma. A criança que deixa de brincar na infância também pode apresentar outros tipos de problemas: falta de autonomia; individualidade excessiva por falta de convívio social; e, às vezes, tem dificuldades motoras.





