O Grito dos Excluídos deixará de ser um movimento brasileiro de reivindicação para alcançar toda América Latina. No dia 12 de outubro, várias entidades ligadas a questões sociais e setores da igreja católica e de cultos cristãos se reúnem na praça Union Square, nas proximidades da sede das Nações Unidas, em Nova York, para o lançamento da versão internacional do evento. Adolfo Perez Esquivel e Rigoberta Menchu, ambos prêmio Nobel da Paz, tentam conseguir um espaço na assembléia da ONU para a leitura de um manifesto geral.
O secretário-geral do ‘‘Grito dos Excluídos Continental/AS - Por trabalho, Justiça e Vida’’, padre Luiz Bassegio, disse que o objetivo do ato nos Estados Unidos é levar as questões que afligem os povos latino-americanos ao conhecimento de todos. Além dos Nobéis, participam do ato Frei Betto e o líder da Igreja Metodista, Frederico Pagura. ‘‘Vamos abordar a exclusão gerada pela política do FMI, o Plano Colômbia a comercialização dos alimentos transgênicos, os efeitos da globalização entre outros assuntos’’, comentou.
Uma cópia do manifesto que será distribuído nas ruas de Nova York, chegará às mãos da presidência das Nações Unidas. No ano passado, houve um primeiro ensaio neste sentido.
Cerca de dez países latino-americanos, entre eles a Argentina, Uruguai, Bolívia, México, Guatemala, Equador, Paraguai e Uruguai fizeram suas primeiras atividades ligadas ao ‘‘Grito do Excluídos Continental’’. ‘‘Esse é um movimento que nasceu no Brasil mas não tem fronteiras’’, explica o coordenador. (A.E.)

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