Evento em Foz discute rumos da assistência à saúde
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quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Cerca de 650 representantes de organizações com autogestão em saúde discutiram a assistência à saúde suplementar de quatro países modelos, durante o 4º Congresso Internacional de Gestão em Saúde, encerrado ontem em Foz do Iguaçu. O objetivo foi buscar experiência do exterior para melhor os programas particulares.
Atualmente, 11,7 milhões de pessoas são beneficiadas no Brasil com sistemas de autogestão (quando a própria instituição administra o programa de assistência à saúde dos seus empregados e dependentes). O setor movimenta R$ 640 milhões por mês, com a prestação de 2,9 milhões de consultas, entre outros serviços.
Um dos exemplos destacados foi o modelo francês, baseado em medicina da família, que desenvolve políticas públicas de bem estar social para o paciente, enquanto o nacional prioriza o tratamento da doença. A diferença de concepção é evidenciada no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS), no qual a França aparece em 1º lugar e o Brasil em 125º. Também foram discutidos os modelos canadenses, argentino e norte-americano. As palestras levantaram as responsabilidades dos setores público e privado, a cobertura assistencial, o financiamento e desempenho econômico, além de mecanismos de regulação de acesso e apresentação de índices de satisfação dos usuários e prestadores de serviço.
Para o presidente do Comitê de Integração de Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ciefas), José Antônio Diniz de Oliveira, ''todos estão insatisfeitos'', desde operadoras de planos a hospitais e trabalhadores. A difusão da medicina da família na iniciativa privada e a desmistificação da idéia que o modelo é restrito aos carentes seriam alternativas para amenizar o problema.
Oliveira destacou que durante o congresso foi oficializada a unificação do Ciefas com a Associação Brasileira de Autogestão em Saúde Patrocinadas pelas Empresas (Abraspe), dando origem a União Nacional das Instituições em Autogestão em Saúde (Unidas). A nova organização reúne 9 milhões dos 11,7 milhões de beneficiados por sistemas de autogestão no Brasil.


