Washington, 03 (AE-REUTERS) - O National Prayer Breakfast (café da manhã nacional de orações), um evento anual de arrependimento e reconciliação, transformou-se num canteiro de hostilidades e ressentimentos desde que o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, aceitou participar, amanhã (03), da tradicional cerimônia.
Dois deputados de Nova York recusaram-se a participar do evento promovido pelo Congresso, assim como religiosos conservadores e vários líderes judeus.
"É simplesmente errado tratar esse terrorista internacional como um legítimo líder mundial", disse em um comunicado o deputado republicano Michael Forbes.
Ele foi seguido pelo democrata Michael McNulty na chamada feita por grupos de judeus e cristãos conservadores para boicotar o café da manhã ecumênico, que atrai milhares de pessoas, incluindo líderes estrangeiros e oficiais.
O presidente Bill Clinton abrirá a reunião, como tem sido sua prática nos últimos anos. A Casa Branca anunciou hoje que Clinton deverá encontrar-se rapidamente com Arafat antes ou depois do café da manhã.
Mesmo assim, líderes da Coalizão Cristã e da Coalizão dos Valores Tradicionais já avisaram que não participarão do evento. O Conselho de Pesquisa da Família pediu para que o convite ao líder palestino fosse retirado.
O Instituto Judaico para a Segurança Nacional afirmou em um comunicado não entender porque um "homem com sangue americano nas mãos poderia ser convidado para sentar-se como convidado do Congresso".
Mas o deputado Steve Largent, um republicano de Oklahoma que preside o evento deste ano, saiu em defesa de Arafat.
"A idéia do café da manhã é unir as pessoas (...) em torno dos pensamentos de Jesus", disse ele. "É o tipo de evento que nós estamos precisando muito".

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