RIO - Foi enterrado na manhã de ontem, diante de cerca de cem amigos e parentes, o corpo do advogado Evaristo de Moraes Filho. O enterro foi realizado no cemitério do Caju (região portuária do Rio), menos de 12 horas depois da morte de Evaristo, anteontem à noite, no hospital Samaritano (Botafogo, zona sul).
Evaristo, que tinha 63 anos, sofria de leucemia havia dez anos. Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva desde o dia 20. A causa mortis foi insuficiência renal. Criminalista do primeiro time de advogados brasileiros, Antônio Evaristo de Moraes Filho defendeu, ao longo de sua carreira, diversas causas e clientes, como o ex-presidente Fernando Collor. Durante o regime militar, trabalhou de graça em defesa de presos políticos. Perdeu o processo de impeachment de Collor, enfrentando Evandro Lins e Silva, e conseguiu inocentar Collor da acusação de corrupção, em processo no STF. Aos amigos, Evaristo confessou uma certa amargura pelo estigma de ter defendido Collor. ‘‘Parecia que eu tinha lepra’’, comentou.

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