Evangélico suspende atendimento na UTI neonatal e pediátrica
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem local 
Londrina - A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica do Hospital Evangélico de Londrina foi interditada ontem à tarde. Os 12 leitos estavam ocupados e outros três recém-nascidos eram atendidos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) em leitos adaptados. Além disso, a direção do hospital pediu ao Siate que não encaminhem mais pacientes à instituição. A decisão é mais um complicador para a Saúde de Londrina, que já enfrenta problemas de superlotação em outros hospitais.
Segundo a gestora de atendimento em Saúde do Evangélico, Sandra Capelo, o hospital precisou fazer uma manobra para atender os três bebês a mais que precisam de cuidados de UTI. ''Algumas crianças que estavam na UCI foram encaminhadas para a pediatria. Desta forma, liberamos alguns leitos para os bebês que precisam de atendimento de UTI, mas não conseguiram vagas na unidade'', explicou.
A preocupação dos gestores era ainda maior no final da tarde, já que cinco gestantes estavam em trabalho de parto com risco de terem crianças prematuras, que certamente precisariam de cuidados intensivos. ''Não podemos receber mais mães. Não temos recursos físicos e humanos para atender mais crianças'', disse Sandra.
Ela afirmou que bebês em situação delicada precisam de pessoas especializadas e que o hospital não possui profissionais habilitados para fazer o atendimento de tantos bebês ao mesmo tempo. ''Dessa forma colocamos em risco a segurança desses pacientes'', afirmou.
Há cerca de dois anos a UTI pediátrica do Hospital Evangélico passou por reforma. ''Na ocasião, ampliamos de sete para os 12 leitos que dispomos atualmente'', disse. Segundo Sandra, o município precisa de mais leitos de UTI pediátricas porque a demanda é grande. ''Sentimos essa necessidade porque atendemos pacientes de Londrina e região.'' Dos 12 leitos, seis eram ocupados por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e todas as mães que aguardavam o nascimento dos bebês também eram pacientes do SUS.
Além da superlotação na ala pediátrica, no final da tarde de ontem o hospital também trabalhava com a UTI adulto na capacidade máxima de pacientes. Segundo Sandra, a situação já é recorrente no hospital.
No período da noite a reportagem tentou entrar em contato com a secretária de Saúde, Ana Olympia, para repercutir o assunto, mas ela não foi localizada.


