Evangélico quer afastamento de delegada
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba A Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB), mantenedora do Hospital Evangélico, deve entrar com representação contra a delegada do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, junto a Vara de Inquéritos Policiais. A entidade quer ainda que a policial seja afastada do caso. A direção do Evangélico informou ainda que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral está fechada desde sábado.
A interdição do setor foi feita após a Secretaria Municipal de Saúde solicitar o afastamento de 34 enfermeiros e 13 médicos. A determinação ocorreu na última quinta-feira, dois dias depois da prisão da médica Virgínia Soares de Souza, suspeita de ter cometido homicídio qualificado na UTI Geral.
"Percebemos que haveria constrangimento dos profissionais envolvidos na onda de denúncias. A secretaria fez a solicitação e atendemos, sendo que alguns profissionais foram realocados, outros tinham férias a cumprir. Agora vamos contratar uma equipe multiprofissional e devemos reativar a UTI Geral nos próximos dias", disse o diretor técnico do Hospital Evangélico, Luiz Felipe Mendes. "Até sábado, fomos dando alta para alguns pacientes que estavam na UTI geral; outros foram removidos para outra UTI, ocorreram óbitos, como de habitual. No momento o local está fechado", completou.
A instituição possui quatro UTIs, sendo a Geral, a Coronariana, Neonatal e Cirúrgica, totalizando 62 leitos, sendo 50 do Sistema Único de Saúde (SUS).
Quinta prisão
Na tarde de ontem, a enfermeira que estava foragida desde sábado se entregou na sede do Nucrisa. Ela fazia parte da equipe que trabalhava com a médica Virgínia, e não teve o nome divulgado.


