Evangélico inicia sindicância sobre mortes em UTI
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quinta-feira, 06 de junho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Hospital Evangélico de Curitiba iniciou ontem sindicância sobre a denúncia de antecipação de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral da instituição. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) aponta que a médica e ex-chefe da UTI Geral, Virgínia Helena Soares de Souza, teria abreviado a vida de pacientes. A denúncia atribui a ela sete mortes ocorridas entre 2006 e janeiro deste ano. Ela e outros sete profissionais também foram indiciados por homicídio qualificado e formação de quadrilha.
O caso veio à tona no dia 19 de fevereiro, quando o Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) da Polícia Civil prendeu a médica e apreendeu documentos como prontuários médicos de pacientes.
Conforme a assessoria de imprensa do Evangélico, o atraso para abertura da sindicância ocorreu porque somente nesta semana os integrantes da comissão multiprofissional, responsável pela investigação interna, tiveram acesso aos prontuários médicos dos sete pacientes que morreram na UTI e que constam na denúncia feita pelo MP à Justiça.
A comissão de sindicância é formada por médicos, enfermeiros e assessores jurídicos do hospital. Não há previsão de prazo para conclusão da apuração.
Quando o caso surgiu outros dois órgãos abriram sindicâncias paralelamente à investigação policial - Conselho Regional de Medicina (CRM-PR) e a Secretaria Municipal de Saúde, com auxílio da Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde (MS). Os processos estão em andamento.
A médica responde o processo em liberdade, e se apresenta uma vez por mês ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), desde que saiu da carceragem do Centro de Triagem 1, na capital, no dia 20 de março. Esta condição foi imposta pelo juiz da 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar.
Também em março o juiz acatou a denúncia do MP, mas determinou segredo de Justiça no caso. O Ministério Público chegou a pedir a restauração da prisão de Virgínia, mas teve o pedido negado.


