Europeus manifestam cautela em relação a crescimento
Bruxelas, 10 (AE-AP) - Os ministros das Finanças dos países europeus, reunidos hoje (10) em Bruxelas, manifestaram um "otimismo cauteloso" em relação à perspectiva econômica da região depois de vários meses de apatia. A exemplo dos presidentes dos bancos centrais de dez países industrializados, que hoje se encontraram em Basiléia, na Suíça, os ministros apostam em um crescimento mundial da ordem de 2% este ano, embora admitam que a expansão econômica dos Estados Unidos deva continuar acima dos 3% este ano.
No encontro preparatório para reunião de cúpula de Colônia, na Alemanha, em junho, as autoridades financeiras da Europa concluíram que a crise nos Bálcãs terá um impacto "marginal" no nível de crescimento dos países europeus. Mas admitiram que o custo de um eventual Plano Marshall de reconstrução da área mais afetada pela guerra, a ser adotado após o fim dos combates na Iugoslávia, poderá ser "pesado".
Mais uma vez não houve consenso em torno do polêmico projeto do ex-ministro alemão Oskar Lafontaine de tributar em 20% uma série de investimentos e aplicações financeiras feitas na região
que ainda não foi abandonado. Embora a alíquota seja considerada alta, a principal divergência é agora em torno do tipo de operação sobre a qual poderá incidir o tributo.
Os ministros europeus das Finanças também discutiram as linhas gerais do que definiram como o Pacto Europeu pelo Emprego
um programa que deverá ser aprovado pelos líderes dos diversos países membros da União Européia durante a reunião de Colônia. Segundo o ministro de Economia de Luxemburgo, Robert Goebbels, porém, o projeto só será eficaz se o Banco Europeu de Investimento fizer novas contribuições ou aumentar seus investimentos em programas de infra-estrutura. A proposta de Goebbels contou com o apoio dos ministros da França e da Alemanha, Dominique Strauss-Khan e Hans Eichel, respectivamente.
O World Wide Fund for Nature (WWF) aproveitou a reunião ministerial para pedir às autoridades européias que rejeitem a proposta de negociar acordos multilaterais de investimento na próxima rodada de conversações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse tema, na avaliação dos dirigentes ambientalistas, deve ser discutido primeiramente no âmbito da Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentado.





