Europeus intensificam esforços visando fim do conflito
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domingo, 16 de maio de 1999
Por Vania Grandi, da Associated Press 
Bari, Itália, 17 (AE-AP) - O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, manteve hoje (17) conversações com os líderes italiano e finlandês, intensificando os esforços diplomáticos europeus para pôr um fim ao conflito de Kosovo.
Schroeder - que atualmente ocupa o cargo rotativo de presidente da União Européia - voou hoje inesperadamente para Helsinque, fazendo aumentar as especulações de que o presidente finlandês, Martti Ahtisaari, deverá liderar as negociações para um acordo de paz.
A Finlândia não faz parte da Otan e tem relações próximas com a Rússia, qualidades que os europeus esperam irão tornar o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, mais maleável.
"Nós damos nosso apoio ao presidente filandês, e eu dou meu apoio e minha capacidade como chanceler alemão e como representante de um país que faz parte da União Européia", disse Schroeder depois de um encontro com Ahtisaari.
Um alto funcionário do Ministério alemão das Relações Exteriores, Wolfgang Ischinger, afirmou hoje à televisão alemã que a viagem do chanceler à Finlândia era parte dos esforços das potências ocidentais e da Rússia para passar um plano de paz para Kosovo no Conselho de Segurança da ONU.
Ahtisaari deverá se encontrar amanhã (18) mais uma vez com o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Strobe Talbott, e com o enviado especial russo aos Bálcãs, Viktor Chernomyrdin.
No final do dia de hoje, Schroeder viajou à cidade portuária de Bari, no sul da Itália, para se encontrar com o primeiro-ministro Massimo DAlema para tratar, entre outras coisas, do conflito de Kosovo.
No fim de semana, DAlema propôs que a Otan suspendesse sua campanha aérea contra a Iugoslávia, que completará dois meses no dia 24, caso Rússia e China aprovassem uma resolução da ONU apoiando os termos de paz dos aliados.
Segundo DAlema, caso Milosevic se mantenha desafiante, a Otan poderia enviar tropas terrestres para o teatro de guerra.
O porta-voz do premier italiano, Pasquale Cascella, afirmou que o secretário-geral da Otan, Javier Solana, disse que caso a proposta de DAlema recebesse apoio suficiente, ela poderia ser discutida pelo Conselho do Atlântico Norte, principal corpo político da aliança.
DAlema, cujo país é uma base-chave nos ataques da Otan, está sob crescente pressão de seus parceiros na coalizão de centro-esquerda por um cessar-fogo da aliança.


