Europa extingue free-shops
Bruxelas, 30 (AE-AP) - A partir da meia-noite de hoje a União Européia (UE) irá abolir os free-shops para viajantes internos em suas fronteiras, colocando um fim num negócio que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por ano. Nove anos depois das autoridades terem tomado a decisão, a medida finalmente recai sobre as vendas de licor, tabaco, perfume e outros bens de luxo isentos de impostos que são arrebatados por milhões de europeus que viajam de avião, navio, aerobarco, etc, entre as 15 nações que formam a UE. "É um triste dia para os consumidores", disse Barry Goddard, secretário-geral da Confederação de Free-shops Britânico, que liderou uma forte campanha para salvar a regalia dos turistas. Por outro lado, as autoridades fiscais da UE saudaram a extinção dos free-shops. Para eles, uma injusta brecha fiscal que não fazia sentido numa união onde grande parte dos controles de fronteira foram eliminados. "É uma excelente notícia para os contribuintes da UE", afirmou o comissário de impostos Mario Monti. No entanto, as novas regras serão apenas válidas aos turistas internos da UE. As lojas de free-shops nos aeroportos, comercializando produtos livre de impostos, continuarão abertos aos turistas de fora da região. Além disso, muitos donos de free-shops já informaram que irão absorver os custos dos impostos para manter os preços baixos para toda a clientela. "As novas regras terão pequeno efeito nos passageiros", afirmou numa nota o aeroporto Schiphol, de Amsterdã. "Preços de cosméticos, câmeras e outros artigos permanecerão inalterados", acrescentou o informe. Outras autoridades aeroportuárias estão adotando medidas similares, embora eles tenham conhecimento de que os preços dos produtos alcóolicos e fumo possam subir.





