Colônia, 03 (AE-AP) - Os líderes dos países da União Européia (UE) concordaram hoje (03) com os termos gerais de um acordo para dotar, até o fim do ano 2000, a comunidade de poderes defensivos e reduzir sua dependência militar dos Estados Unidos. O objetivo é estabelecer para o bloco de 15 nações uma política comum em defesa e segurança e prover a UE de equipamentos, sistemas de comunicação e serviços de inteligência capazes de resolver crises internacionais sem ter de recorrer aos americanos.
O plano também prevê a nomeação de um dirigente encarregado de política exterior e segurança, o qual centralizará e coordenará os interesses da UE. O favorito para o cargo é o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o espanhol Javier Solana.
"A União deve ter capacidade de tomar ações autônomas, sustentadas por forças militares de credibilidade, os meios para decidir recorrer a elas e prontidão para fazê-lo, de modo que possa responder a cirses internacionais, sem prejudicar as ações da Otan", salientou o vice-ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Guenter Verheugen, encarregado de anunciar o acordo.
Os planos de ampliar a autonomia militar da UE são antigos, mas sua concretização vem sendo adiada por receio de que suas funções se sobreponham às da Otan. Na reunião de hoje, os líderes europeus procuraram enfatizar que essas diretrizes não significam um rompimento com a aliança atlântica, "que continua sendo a principal asseguradora da paz na Europa".
"Este foi um grande passo na história da União Européia. A Europa deve preparar uma política ativa de manejo de crises, recorrendo aos próprios meios", observou Verheugen. Ele destacou que o conflito em Kosovo demonstrou a necessidade de a Europa atuar efetivamente para sua própria segurança.

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