Eurocopa quer fim do mercado negro de ingressos
Amsterdã, 21 (AE-AP) - O Comitê Organizador da Eurocopa 2000, que será realizada em conjunto pela Bélgica e Holanda, defendeu hoje a intensificação do combate ao mercado negro de ingressos. O diretor da Euro-2000, o holandês Harry Been, afirma que se a ação de cambistas não for reprimida com energia, milhares de torcedores alemães e ingleses vão para os jogos "tentar a sorte". Ele acha que a revenda vai proporcionar uma "invasão" de hooligans - os torcedores violentos - tanto na Bélgica quanto na Holanda. O sistema de venda das entradas para a Eurocopa é personalizado. Os cartões de entrada são vendidos com o nome do comprador, mas o dirigente acredita que a revenda vai facilitar falsificações e fraudes.
Na pauta desta semana, os parlamentares holandeses vão discutir a proposta formal de proibição, apresentada por representantes do Partido Democrata Cristão e do Partido Verde "Groenlinks". O ministro da Justiça e do Interior se opõem á medida alegando ser dispendiosa demais. Dizem que uma fiscalização eficiente vai exigir muito dinheiro, além de demandar uma presença policial muito grande.





