EUA são o país mais atrasado na luta contra a fome
Washington, 09 (AE-ANSA) - Os Estados Unidos, o país mais rico do mundo, é também o mais atrasado na luta contra a pobreza e a fome, segundo um estudo do Bread for the World Institute divulgado hoje (09).
No estudo foram analisadas as condições de sobrevivência nos cinco continentes. Desde 1950 até hoje morreram de fome 400 milhões de pessoas no mundo, três vezes a quantidade de vítimas de todas as guerras do século XX.
Segundo os pesquisadores, mesmo assim, foram dados alguns passos adiante. Há 25 anos, por exemplo, um ser humano em cada três era desnutrido. Hoje, a relação é de um para cada cinco.
Os Estados Unidos, o país mais avançado do ponto de vista econômico, é o mais atraso entre os países ricos na luta contra a pobreza, informa o instituto. O governo de Washington investe anualmente US$ 5 bilhões para ajudar as famílias pobres, ao mesmo tempo em que investiu US$ 50 bilhões apenas na luta contra o "bug do milênio".
De acordo com o estudo, apesar do auge da economia dos EUA, 3 6% das famílias norte-americanas passam fome, e cerca de 10,2% correm o risco de seguir o mesmo caminho. No total, são 31 milhões de pessoas afetadas.
Diante dessa realidade, grupos religiosos e o Bread for the World pedem ao Congresso para que duplique os gastos com os necessitados. "Basta um pequeno esforço do governo para tirar milhões de pessoas da miséria", disse David Beckmann, presidente do Bread for the World.
De forma geral, o estudo identificou a região subsaariana como a mais afetada pela desnutrição e a carestia: uma pessoa em cada três está subnutrida.
Mas o maior número de famintos se encontra no Sudeste Asiático. Dos 791 milhões de pessoas que sofrem de fome todo o mundo, 283 milhões estão na ásia oriental.





