EUA sabiam de atrocidades desde 1940, segundo documentos
Washington, 29 (AE-ANSA) - Os Estados Unidos tinham conhecimento desde o outono de 1940 da sistemática eliminação de doentes mentais e de outras pessoas consideradas "inúteis" pelo Terceiro Reich, segundo documentos antes secretos descobertos pelo centro Simon Wiesenthal de Los Angeles.
Oficialmente, as notícias do assim chamado "programa de eutanásia" da Alemanha nazista foram conhecidas pela primeira vez em meados de 1941, graças à publicação do livro "Diário de Berlim", de William Shirer.
O primeiro a dar o alarme com um cabograma enviado ao Departamento de Estado norte-americano, segundo a descoberta nos documentos dos Arquivos Nacionais recentemente accessíveis a estudiosos, foi o vice-consul norte-americano em Leipzig, Paul Dutko.
O diplomata advertiu sobre uma série de misteriosos obituários de jornal: todos os mortos eram provenientes do manicômio de Grafeneck e em todos os casos os parentes foram informados sobre a morte depois da cremação.
Com base em relatos, supõe-se que soldados entraram à noite no hospital psiquiátrico levando do local alguns pacientes utilizados como cobaias para experiências médicas e matando os que consideravam inúteis, inclusive com esses fins.
O rabino Marvin Hier, fundador e diretor do centro Simon Wiesenthal, está convencido de que uma oportuna condenação por parte dos Estados Unidos à "política de eutanásia forçada" teria poupado "milhares de vidas".





