EUA preocupam-se com plano israelense de separação entre Israel/palestina
Jerusalém, 28 (AE-AP) - Os Estados Unidos expressaram profunda preocupação com o plano do primeiro-ministro Ehud Barak para a separação entre Israel e a Palestina, informou um funcionário do governo israelense hoje.
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Sandy Berger, disse que a separação colocaria em risco a segurança de Israel a longo prazo, porque abaixaria o nível de vida dos palestinos e causaria amargura e instabilidade, disse o ministro da Segurança Pública israelense,Shlomo Ben-Ami.
O ministro da Informação palestino, Yasser Abed Rabbo disse hoje o que plano israelense é "racista" e colocou-se contra o plano. "Queremos abrir fronteiras", disse.
Ben-Ami disse que a separação, cujo objetivo é proteger Israel contra os militanes palestinos, não será hermética e os dois lados terão relações econômicas. "Não haverá uma muralha da China separando Israel da Palestina", afirmou.
Os israelenses pacifistas são tradicionais partidários da separação, enquanto que os falcões direitistas opõem-se a ela.
Desde a guerra de 1967, quando Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, os pacifistas lutam pela criação de um Estado palestino ao lado de Israel de forma que cada nação pudesse conduzir seus próprios negócios sem dominar a outra.
Os falcões argumentam que a "linha verde" - a fronteira anterior a 1967 entre Israel e seus vizinhos árabes - não existe mais e não deveria ser ressuscitada, muito menos pelo governo israelense. Eles querem uma eventual anexação da Cisjordânia e sua incorporação ao Estado de Israel.
Depois do acordo interino de Oslo, em 1993 entre Israel e os palestinos, militantes islâmicos mataram muitos israelenses em atentados suicidas, com o objetivo de interromper o processo de paz. A maior parte dos terroristas entrou nas cidades israelenses vindos da Cisjordânia.
Em 1995, o governo trabalhista adotou um plano de construir uma cerca de segurança eletrônica ao longo da fronteira entre Israel e a Cisjordânia, mas o plano nunca foi implementado devido aos altos custos.
Os palestinos opunham-se à idéia principalmente porque sua economia sofre com altos índices de desemprego e é dependente do mercado de trabalho israelense. A cada dia 70.000 palestinos atravessam a fronteira para trabalhar legalmente em Israel. Além destes, milhares trabalham no país ilegalmente.
O atual primeiro-ministro, Ehud Barak, disse várias vezes que uma separação entre Israel e os palestinos é necessária, mas nunca a definiu precisamente.





