Washington, 14 (AE-ANSA) - O governo americano proibiu o uso de fundos públicos para financiar pesquisas sobre clonagem humana. Não obstante, as pesquisas patrocinadas por entidades particulares já estão tão avançadas que os primeiros bebês-clones poderão nascer até 2001.
Entre as empresas que avançam a passos largos na nova tecnologia estão a Geron, da Califórnia, e a Advanced Cell Therapeutics (ACT), de Massachussetts.
Na Geraon, embriões humanos estão sendo clonados para fins "terapêuticos". Pretende-se utilizar células embrionárias, obtifas por meio de clonagem, no combate a doenças como a diabetes e o mal de Parkinson.
Mas os limites entre a "clonagem terapêutica" e a "clonagem reprodutiva" - que pode dar origem a um clone humano vivo - são tênues. Técnicas desenvolvidas para um fim podem ser facilmente adaptadas para o outro.
"Uma vez aperfeiçoada a técnica da clonagem de embriões", disse um especialista, "o próximo passo pode ser implantar o embrião clonado no útero de uma mulher e dar o bebê à luz".
As pesquisas com células embrionárias são condenadas por quem acredita que a vida humana começa no instante da concepção. Já para muitos cientistas, a vida só existe a partir da formação do cérebro e do sistema nervoso, que só ocorre após várias semanas. As experiências atuais utilizam células de embriões com cinco a dez dias de vida.
"Falamos de células que não são nada", disse Michael West, presidente da ACT. "Impedir o uso dessas células para curar doenças seria um crime".
A Geron produz clones enxertando células humanas em um óvulo de mulher vazio, "limpo" de DNA. Dadas as condições adequadas, o óvulo passará a se dividir, dando origem a um clone do doador das céluas enxertadas. Já ACT enxerta células humanas em óvulos de vacas.

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