Washington, 26 (AE-AP) - O governo do presidente norte-americano Bill Clinton disse hoje (26) que os Estados Unidos não têm objeções a uma gestão venezuelana de paz para a Colômbia, desde que seja coordenada com a Colômbia. "Não somos contra os esforços que possam contribuir para colocar um fim no conflito civil na Colômbia para o estabelecimento de um governo legal e democrático nesse país", disse o porta-voz James Foley, ao ser consultado sobre a intenção do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de reunir-se com a guerrilha colombiana. "O que consideramos importante é que qualquer iniciativa, nossa ou de qualquer outro governo, seja coordenada de forma estreita com as autoridades colombianas", acrescentou. Ao mesmo tempo, Foley reprovou os assassinatos praticados pelos grupos de direita da Colômbia que, recentemente, assumiram a responsabilidade pela morte de um estudante ligado a um movimento de esquerda. "O governo dos Estados Unidos é contrário a todos que assumem para si a autoridade da lei e se entregam a atos criminais, sejam guerrilheiros ou paramilitares", afirmou o porta-voz. Foley também defendeu o presidente colombiano, Andrés Pastrana, das críticas divulgadas na imprensa local com relação a sua gestão. "Acreditamos que Pastrana adotou algumas decisões valorosas para enfrentar os problemas da Colômbia", disse. "Pastrana herdou uma situação muito difícil no que diz respeito aos narcóticos, a economia e a segurança nacional. Embora nem todas as suas iniciativas tenham dado fruto ainda, acreditamos que elas segue um bom caminho", acrescentou. O porta-voz disse que o governo norte-americano continua em estreito contato com Pastrana no desenvolvimento de uma estratégia geral para enfrentar o problema das drogas, a guerrilha e a situação econômica, porém, não há nada de novo que possa ser acrescentado no momento.

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