EUA lideram emissão de gases de efeito-estufa
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quinta-feira, 05 de novembro de 1998
France Presse 
As energias fósseis, carvão e petróleo à frente são os primeiros responsáveis pelo aquecimento da atmosfera provocado por uma forte concentração de gás de efeito-estufa, e principalmente o gás carbônico (CO2). Segundo o seminário científico mundial encarregado de avaliar as consequências da mudança climática, em Buenos Aires, o consumo de energias fósseis é a principal fonte de concentração de gás de efeito-estufa na atmosfera.
Espera-se que o consumo mundial de energias fósseis passe de 6,7 bilhões de toneladas equivalente de petróleo em 1990 a 11,2 bilhões em 2020, para satisfazer as necessidades de uma população que vai superar então 8 bilhões de indivíduos.
Segundo os técnicos da ONU, a atmosfera contém 750 bilhões de toneladas de carbono sob forma de CO2. As emissões devidas aos combustíveis fósseis são avaliadas em mais de 22 bilhões de toneladas de CO2 (OCDE, 1995), das quais 5,22 para os EUA, 3,006 para a China, 1,547 para a Rússia e 1,150 para o Japão. Só as emissões da Rússia decresceram, as outras subiram.
O metano (CH4), segundo gás do efeito-estufa, é de 20 a 30 vezes mais perigoso do que o CO2. Ele se desprende de qualquer matéria orgânica em decompostição ao abrigo do ar.
O terceiro é o óxido nítrico (N2O), mais leve que o ar e cerca de 300 vezes mais nocivo do que o CO2. É produzido pela combustão do petróleo e utilizado para a fabricação de graxa.
O aumento de todos estes gases fez subir 2,4 watts na atmosfera desde o início do século. É o que se chama a força radioativa. CO2, CH4 e N2O representam cerca de 95% de todos os gases de efeito-estufa.
Três outros gases, não menos nocivos, foram retidos no protocolo de Kyoto, por insistência dos EUA. Trata-se de refrigerantes como os HFC (hidrofluorcarbônicos), substitutos dos gases que provocaram o buraco da camada de ozônio (CFC e HCFC), dos PFC (polifluorcarbônicos) subproduzidos da fonte do alumínio e do enriquecimento do urânio e dos SF6 (hexafluoretos de enxôfre), utilizados no material elétrico. Os PFC são 7.000 vezes mais perigosos do que os CO2, os SFO, 24.000 vezes e os HCF de 200 a 10.000 vezes.


