EUA identificam esquema de contrabando de imigrantes no Panamá
Miami, 01 (AE-AP) - O governo norte-americano utilizou escutas telefônicas para identificar uma rede de traficantes de imigrantes supostamente organizada pelo governo do Panamá, de acordo com matéria publicada hoje (01) pelo jornal The Miami Herald. De acordo com o diário, agentes norte-americanos, operando desde a embaixada no Panamá, interceptaram conversas telefônicas de pessoas próximas ao ex-presidente Ernesto Pérez Balladares - a nova presidenta Mireya Moscoso toma posse hoje (01) - e descobriram que, ao menos, cinco funcionários estavam envolvidos. O jornal, que citou fontes anônimas, disse que, numa das conversas gravadas, a diretora da inteligência panamenha, Samantha Smith, fazia os arranjos para conceder vistos a cidadãos chineses que desejavam emigrar para os Estados Unidos. A matéria do The Miami Herald não especificou que tipo de equipamento de escuta telefônica foi utilizado na investigação. "Interceptamos várias conversas", disse uma fonte oficial anônima do governo dos Estados Unidos. De acordo com o jornal, as autoridades norte-americanas investigavam as suspeitas de que funcionários panamenhos vendiam vistos aos imigrantes chineses para que estes pudessem emigrar aos Estados Unidos. Em junho, depois que o presidente Balladares soube da investigação, três funcionários panamenhos foram demitidos, sob suspeita de estarem envolvidos num esquema de contrabando de imigrantes. Entre os demitidos estão: Samantha Smith, César Martans, diretor do Aeroporto Internacional de Tocumen, e Luis Arauz Chang, diretor do serviço de aviação da polícia panamenha. De acordo com os registros do departamento de imigração panamenha, somente 135 vistos foram concedidos a imigrantes chineses até o momento neste ano, porém, fontes locais asseguram que o número verdadeiro é muito mais alto.





