Ney de Souza





PrejuízoEmpresários norte-americanos e agentes da polícia especial dos EUA estiveram no comércio de Ciudad del Este.




Uma ofensiva norte-americana vai combater produtos pirateados no Paraguai. Os EUA declararam verdadeira ‘‘guerra’’ contra a falsificação de produtos que são fabricados e vendidos livremente no comércio de Ciudad del Este. Os americanos culpam os paraguaios por prejuízos que somam mais de US$ 190 milhões com a indústria da pirataria.
O anúncio foi feito por membros do governo, empresários norte-americanos e uma agente especial do FBI que estiveram reunidos com autoridades e empresários paraguaios durante o encontro sobre propriedade intelectual.
Segundo o gerente de Operações Antipirataria para a América Latina, George Archimbaud, primeiro serão rastreados os focos de falsificações. As empresas fraudadoras serão notificadas e os Estados Unidos irão pressionar o governo paraguaio para que a lei no país garanta os direitos intelectuais dos produtos.
O adido econômico e comercial da embaixada dos Estados Unidos no Paraguai, Franz Fernandez, disse que o governo americano se propõe a oferecer ajuda técnica para detectar os focos de falsificação industrial no país, e que inicialmente, não pretende fazer sanções.
A ofensiva norte-americana deve contar com a parceria do governo paraguaio no combate aos produtos pirateados. O congresso nacional do país vizinho está discutindo e pretende aprovar três ante-projetos de marcas e patentes.
Os paraguaios prometem se empenhar na solução do problema. Para Dario Peralta, vice-ministro do Comércio do Paraguai, o país vai trabalhar em conjunto com os americanos para impedir os atentados à propriedade intelectual. ‘‘Queremos melhorar a imagem do Paraguai junto à comunidade internacional’’, afirmou.
Rastreamento Durante a visita a Ciudad del Este, os americanos foram às ruas acompanhar de perto a fiscalização e constataram que a maioria das marcas americanas era falsificada.
Para a assessora legal para a América Latina da Bussiness Software Association, Susan Bunnel, a maior vítima do Paraguai é o próprio país, que por causa da pirataria é conhecido mundialmente de forma negativa. ‘‘Enquanto o país permitir a indústria da pirataria, as empresas americanas vão deixar de investir no Paraguai’’, afirmou.

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